Alfândega da Fé

Junho 28th, 2009
De onde virá o nome da cidade de Alfândega da Fé?
Eu julgo (e não deverei andar longe da verdade) que em tempos idos era a esta cidade que todos os que entrassem no nosso País, e fossem seguidores de outras religiões que não a Católica Apostólica Romana, se deveriam dirigir para lhes ser tributado um imposto alfandegário por importação de fé estrangeira.
Todos os muçulmanos, hindus, budistas, evangélicos brasileiros, mórmons, cientologistas e afins, que entrassem em Portugal eram encaminhados para esta cidade para aí serem inquiridos pelos serviços aduaneiros e ser calculado o valor a pagar.
O valor seria calculado pela quantidade de fé importada, traduzida no número de pessoas do agregado familiar.
Italianos e espanhóis tinham uma certa facilidade, então, de livre circulação no nosso País.
Quem não pagasse este imposto veria a sua fé retida na Alfândega e não poderia rezar ou acreditar noutro Deus enquanto não pagasse o imposto alfandegário.
A fé retida era depois vendida a preços baixos passado um ano, se os seus legítimos crentes não a reclamassem.
Famílias inteiras, como os Nabeiro, fizeram fortuna vendendo cá fé.
Os descendentes dos funcionários alfandegários, que eram conhecidos como “os senhores da Fé”, herdaram a alcunha, como é o caso de Maria da Fé, conhecida fadista nacional.
Desde que Portugal se declarou um estado laico, este imposto deixou de fazer sentido e os serviços foram desactivados, mantendo-se o nome da cidade inalterado para não gastar dinheiro na reformulação de todo o economato da câmara municipal.

Dom Manuel Linda

Junho 28th, 2009
Se fosse dia 1 de Abril eu não acreditava nesta notícia.
É difícil acreditar porque este senhor tem muito azar com os nomes que fazem parte da sua história de vida.
Imaginem como será uma apresentação breve deste prelado aos restantes bispos:
“Bom dia. O meu nome é Linda, venho de Paus e doutorei-me em Comillas.”

Michael Jackson

Junho 27th, 2009
Não era dos meus artistas favoritos, nem de perto nem de longe.
Julgo que só tenho um disco dele, o Black and White.
Mas é uma figura incontornável para a minha geração e reconheço a importância que teve para o panorama musical internacional, sendo, quanto a mim, o grande responsável pelo salto qualitativo na qualidade dos vídeos musicais e dos concertos ao vivo nos anos 80, fundamental para catapultar a MTV e inspirar todos os envolvidos no show-business.
Foi e é, sem sombra de dúvidas o maior ícone da cultura pop, só comparável a Madonna.
Por isso tudo, não podia deixar de fazer uma referência e uma justa homenagem, um dia depois do seu falecimento.

Féstas Pópuláris

Junho 26th, 2009
Na passada 4ª feira foi dia de mais uma festa popular na minha cidade, o S. João.
Em Braga, cumprindo a tradição, o povo saiu à rua com martelinhos e alhos porros festejando o seu santo padroeiro.
Mas algo de estranho se passa, a meu ver, nas festas populares, um pouco por todo o País.
Onde estão os vendedores de potes de barro, gaiolas de grilos, bonecos de madeira, violas de plástico, bolas de borracha, tachos e panelas e grelhas para assadores?
O número de vendedores ambulantes é o mesmo, ou mesmo ligeiramente menos, mas na sua esmagadora maioria não vêm de Amares, nem de Vila Verde, Barcelos, Ponte da Barca ou Vieira do Minho.
Vêm do Burkina Faso, da Costa do Marfim, de Angola, Marrocos ou Senegal.
E vendem roupa, malas, relógios e óculos de sol de marcas conhecidas e estatuetas de madeira ou t-shirts e outros artigos com o Bob Marley estampado.
Havia ainda barraquinhas com caipirinhas e mojitos e vendiam-se também pizzas!
O que me leva a constatar que estas festas, de populares e tradicionais já têm muito pouco.
Até porque falta também a já tradicional visita da ASAE a tudo o que são feiras no nosso País e assim, à descarada, se vende todo o tipo de material contrafeito.
Não fico indiferente a isto, e não por qualquer tipo de racismo ou algo do género, mas porque mexe comigo que não se tratem todos da mesma forma e mais ainda que se desvirtuem festas que são centenárias e que têm algumas tradições que, quanto a mim, não se deviam desvirtuar.
Ao menos chamem-lhe outro nome qualquer, organize-se uma qualquer festa dos Santos Mundiais para reunir esta gente toda no devido contexto, mas a sonoridade de Féstas Pópuláris não me soa muito bem!

A Gaivota

Junho 25th, 2009
Tenho andado a ouvir o ábum Amália Hoje, um álbum de versões de músicas de Amália Rodrigues, que traz aos temas originais uma sonoridade mais actual.
O álbum está, a meu ver, muito bem conseguido é um excelente exemplo da boa música que se faz actualmente em Portugal.
Dito isto, e aproveitando também para relembrar os saudosos, e sempre joviais, radialistas do tempo da senhora dona Amália:
Vamos à música!!! Com o tema: A Gaivota.

P.S. – Além do tema, devo realçar a impressionante coerência e continuidade deste blogue, que poderá ser verificada facilmente vendo o post anterior 😉