Ernesto “Che” Guevara

Abril 25th, 2009
No dia em que celebramos a nossa revolução (nós no geral, porque há quem não veja grandes motivos para celebrações), fala-se neste estaminé de um revolucionário.
Ou melhor, nos dois filmes sobre a vida de um dos mais conhecidos revolucionários de sempre, Ernesto “Che” Guevara, que tive o prazer de ver ontem.
Os dois filmes de Steven Soderbergh retratam duas fases da vida de “Che”.
O primeiro fala sobre a revolução cubana e mostra-nos resumidamente o desenrolar da mesma.
É o início da vida de guerrilha de “Che”, o início da amizade com Fidel Castro e onde o romantismo do ideal revolucionário está mais expresso, até porque termina com uma grande vitória.
É aqui que se dá a transformação de um homem idealista num guerrilheiro que dá a vida, numa luta sem tréguas, defendendo aquilo em que acredita.
O segundo é um filme mais negro, que nos mostra a face mais obscura da vida de um guerrilheiro, as dificuldade imensas sentidas nas montanhas da Bolívia, em que “Che” assume uma luta que muitos lhe diziam que não era a sua.
É aqui que termina a história de vida de “Che”, depois de um imenso sofrimento pessoal e depois de muitas mortes entre os seus comandados.
Neste filme ainda há a oportunidade de ver Joaquim de Almeida a fazer o papel de Joaquim de Almeida, interpretando a personagem do General Barrientos, presidente da Bolívia.
Será concerteza um orgulho para o actor poder ter mais tempo de ecrã do que Matt Damon, que tem um breve cameo de pouco mais de um minuto como padre alemão numa pequena povoação nas montanhas.
Os dois filmes são, quanto a mim, brilhantes por várias razões.
Pela interpretação extraordinária de Benício del Toro, pela realização e adaptação do argumento (porque não é fácil “encaixar” tanta informação em tão pouco tempo), pela fidelidade à língua original e aos sotaques regionais (com excepção para o Joaquim de Almeida, que só para um americano poderia passar por hispânico), pela imparcialidade (pelo menos aparente) com que nos são apresentadas as várias personagens.
Gostei bastante de ver e recomendo.
E não vale vir com a desculpa que já se conhece a história e de que já se conhece o fim e blá blá blá, porque eu também já conhecia muito bem (tinha lido os livros) e acho que, mesmo assim, vale bem a pena.

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