XIX FITU Bracara Avgvsta

Abril 29th, 2009

Playing for a change

Abril 28th, 2009
Há uns tempos pus aqui um vídeo da música “Stand by me” numa versão em que os intervenientes cantavam e tocavam dos mais diversos pontos do planeta, unidos por essa melodia.
Não fazia ideia que este era um projecto mais alargado, e só hoje me deparei com o site do projecto.
Novas músicas e a possibilidade de acompanhar a todo o tempo este movimento multimédia, que pretende transmitir uma mensagem de paz através da música unindo os povos através dela, é o que podemos encontrar lá dentro.
Na lista de músicos (que se vai tornando extensa) constam nomes como Bono ou Manu Chao.
Vale a pena dar uma vista de olhos ao site e ouvir o excelente trabalho que está a ser feito.
Para os mais preguiçosos ou imediatistas, ficam aqui dois vídeos.

Ernesto “Che” Guevara

Abril 25th, 2009
No dia em que celebramos a nossa revolução (nós no geral, porque há quem não veja grandes motivos para celebrações), fala-se neste estaminé de um revolucionário.
Ou melhor, nos dois filmes sobre a vida de um dos mais conhecidos revolucionários de sempre, Ernesto “Che” Guevara, que tive o prazer de ver ontem.
Os dois filmes de Steven Soderbergh retratam duas fases da vida de “Che”.
O primeiro fala sobre a revolução cubana e mostra-nos resumidamente o desenrolar da mesma.
É o início da vida de guerrilha de “Che”, o início da amizade com Fidel Castro e onde o romantismo do ideal revolucionário está mais expresso, até porque termina com uma grande vitória.
É aqui que se dá a transformação de um homem idealista num guerrilheiro que dá a vida, numa luta sem tréguas, defendendo aquilo em que acredita.
O segundo é um filme mais negro, que nos mostra a face mais obscura da vida de um guerrilheiro, as dificuldade imensas sentidas nas montanhas da Bolívia, em que “Che” assume uma luta que muitos lhe diziam que não era a sua.
É aqui que termina a história de vida de “Che”, depois de um imenso sofrimento pessoal e depois de muitas mortes entre os seus comandados.
Neste filme ainda há a oportunidade de ver Joaquim de Almeida a fazer o papel de Joaquim de Almeida, interpretando a personagem do General Barrientos, presidente da Bolívia.
Será concerteza um orgulho para o actor poder ter mais tempo de ecrã do que Matt Damon, que tem um breve cameo de pouco mais de um minuto como padre alemão numa pequena povoação nas montanhas.
Os dois filmes são, quanto a mim, brilhantes por várias razões.
Pela interpretação extraordinária de Benício del Toro, pela realização e adaptação do argumento (porque não é fácil “encaixar” tanta informação em tão pouco tempo), pela fidelidade à língua original e aos sotaques regionais (com excepção para o Joaquim de Almeida, que só para um americano poderia passar por hispânico), pela imparcialidade (pelo menos aparente) com que nos são apresentadas as várias personagens.
Gostei bastante de ver e recomendo.
E não vale vir com a desculpa que já se conhece a história e de que já se conhece o fim e blá blá blá, porque eu também já conhecia muito bem (tinha lido os livros) e acho que, mesmo assim, vale bem a pena.

Quente ou Frio

Abril 22nd, 2009
É decidir, minhas senhoras e meus senhores, qual dos vídeos é para vocês quente ou frio.
O primeiro contém a versão original, de Katy Perry.
O segundo, uma versão dos Los Colorados, da Ucrânia, que não vou adjectivar.
Aliás, nem vou dizer mais nada, nem sequer a minha preferência… para não influenciar ninguém.
Como se isso fosse possível! 🙂 🙂 🙂


Os Produtores

Abril 19th, 2009
O mundo do espectáculo por vezes reserva agradáveis surpresas.
Foi o que me aconteceu este fim-de-semana com o musical “Os Produtores”.
Não ia com grandes expectativas para este espectáculo.
Conhecia o argumento, aprecio o género, estavam no cartaz nomes de reconhecido valor nesta arte como Miguel Dias, Rodrigo Saraiva, Marco de Camilis e Nuno Feist, mas duvidava um bocadinho da qualidade da performance da Rita Pereira e do Manuel Marques, por não ter conhecimento dos seus dotes vocais e temia ainda que a peça estivesse demasiadamente trabalhada em torno da imagem da Rita Pereira.
Nada mais errado!
Assisti maravilhado a um espectáculo sem mácula, em que todo os segundos, notas, tempos, movimentos estavam perfeitamente conjugados e ensaiados ao pormenor, e, surpreendido porque é um registo em que não é habitual vê-lo trabalhar, vi o Manuel Marques a fazer jus à sua carreira como actor de comédia, fazendo com Miguel Dias um par hilariante, com uma qualidade de representação ao nível do melhor que já vi.
A Rita Pereira faz um papel também muito engraçado e cumpre-o perfeitamente.
Todos os outros actores/cantores/bailarinos (porque é isto que são todos neste espectáculo) foram perfeitos, sempre brilhantemente acompanhados por uma orquestra ao vivo de excelente nível.
A adaptação das músicas, os arranjos, a encenação, a coreografia… tudo está muito bem conseguido e trabalhado.
Parabéns à Cherry por esta produção.
Ainda vai estar em cena no Coliseu do Porto até dia 26 e aconselho vivamente.

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