Valorizar a prosápia

Fevereiro 5th, 2009
Há poucos dias, numa conversa com colegas de trabalho, comparavam-se os valores que cada um pagava por uma rapadela de cabelo simples, com máquina, num barbeiro ou cabeleireiro.
Dizia um que em Terras de Bouro se pagava 4 euros, enquanto um já tinha cortado por 5 euros em Esposende e eu informava que em Braga já estava a pagar 8 euros.
Cheguei então à conclusão que o valor a pagar aumentava na proporção directa da proximidade aos centros urbanos.
O que é que isto quer dizer?
Se partirmos do princípio que as pessoas que vivem nos centros urbanos têm maior facilidade de acesso à informação, podemos então concluir que os barbeiros e cabeleireiros situados na urbe terão um maior leque de temas a desenvolver, com mais informação a divulgar e comentários interessantes a fazer, tornando assim as conversas de cabeleireiro mais enriquecedoras para o cliente, tendo portanto que ser valorizados por isso.
Ou seja, o valor a pagar a um cabeleireiro deverá ser tanto maior quanto o nível de prosápia que este apresentar.
Faz todo o sentido!
Para os mais cépticos peço que façam um pequeno exercício comigo, que prova a exactidão desta teoria: quanto acham que o professor Marcelo Rebelo de Sousa vos cobraria para rapar o cabelo?
Dez vezes mais do que o meu cabeleireiro?
Claro que sim.
Não acredito que fizesse por menos!
Estão a ver com tudo bate certo?

B de banco

Fevereiro 5th, 2009
Há muita pessoas que insistem a falar no Banco BES, no Banco BPI ou no Banco BCP, só para dar alguns exemplos.
Para essas pessoas deixo esta nota: o “B”, nestas siglas, quer dizer Banco, ou seja, estão a ser redundantes.
Se querem dizer a palavra Banco e usar siglas simultaneamente ao menos façam-no correctamente, dizendo Banco ES, Banco PI ou Banco CP.
Ou então sejam mais práticos e digam só BES, BPI ou BCP, mas sem referir a palavra banco no início, certo?
Certo.