Dois bons filmes no início do ano

Janeiro 9th, 2009
Neste início de ano tive a felicidade de apostar em dois bons filmes.
Primeiro, há uns dias, Dan in Real Life, um filme onde Steve Carell aparece ao melhor nível, a interpretar o papel de um pai viúvo, ainda a debelar os traumas da morte da sua mulher, que, num encontro familiar, se apaixona num encontro acidental pela nova namorada do seu irmão mais novo.
É uma comédia romântica excepcional, sendo os pontos altos desta os vários momentos constrangedores para a personagem de Steve Carrel (Dan), que nos leva a sentir uma vergonha alheia de tal forma que se torna irresístivel sorrir.
É impressionante como este actor consegue desempenhar papéis tão diferentes, sempre com uma eficácia humorística irrepreensível.
Se noutros casos ele é que fazia o filme, este não é, no entanto, o caso.
Juliette Binoche aparece também em muito boa forma e a banda sonora é, também ela, fantástica, completando assim uma história bastante bem escrita.
Ontem, mais um estupendo filme.
Comecei a ver este sem grandes expectativas, sem saber nada da história e somente porque tinha visto uma menção breve no site do Nuno Markl e tinha achado o nome engraçado.
The Darjeeling Limited é também um filme bastante bem humorado, com outra temática, num cenário exótico e extremamente surpreendente.
Conta a história de três irmãos que, passado um ano sobre o funeral do seu pai, se reencontram, na Índia, para se “encontrarem” espiritualmente numa viagem de combóio com imensas peripécias, com o objectivo final de encontrarem a sua mãe, que entretanto se tornou freira.
As surpresas ao longo do filme são constantes, começando desde os primeiros minutos, com uma participação especial de Bill Murray, que não vou contar para não estragar nada.
A dinâmica mantém-se ao longo de todo o filme, sempre com uma excelente banda sonora a acompanhar.
Apesar de não ser grande fã de Owen Wilson, acho que ele está muito bem neste filme e Adrien Brody não vacila, como de costume, com uma interpretação irrepreensível.
Anjelica Houston tem também uma participação curta, no final, ao nível que nos tem habituado e Jason Schwartzman (para mim desconhecido, mas é provável que tenha só andado desatento) é uma agradável surpresa.
Bons diálogos, pormenores de continuidade de excelente nível e de certa forma uma reflexão despretensiosa sobre a maneira de lidar com alguns problemas que um trauma familiar pode causar.

Tudo isto contextualizado e apresentado num cenário extremo e um bocado delirante.Resumindo, aconselho o visionamento destes dois filmes, principalmente se estiverem a precisar de uma dose de bom humor, na quantidade certa, com ligeireza e muito boa qualidade.

Trackback URI | Comments RSS

Leave a Reply

Name

Email

Site

Speak your mind