D. José Policarpo dixit

Janeiro 15th, 2009
D. José Policarpo transportou consigo, numa intervenção no Casino da Figueira da Foz, esta mensagem:

“Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam.”

A intolerância, a falta de compreensão do que é, na essência, o Amor (que, quando verdadeiro, não olha a cores políticas, clubistas, raça, credo ou sexo), o conservadorismo cego que se espelha também noutros aspectos da Igreja Católica, incapaz de se aproximar da sociedade actual, de se actualizar, faz-me manter, cada vez mais, à devida distância da mesma.
Onde está o bom senso, o humanismo, o ecumenismo, o respeito pelo próximo, o direito à liberdade de escolha e fé, a procura e manutenção da paz entre povos?
Como é possível uma pessoa com esta responsabilidade, que tem influência directa sobre milhares (ou mesmo milhões) de pessoas, ter uma frase tão leviana, preconceituosa, intolerante e separatista?
Resta-me a consolação de poder pensar que talvez o vinho de missa estivesse a toldar esta intervenção.
Só pode advir daí uma frase como esta:

“Só é possível dialogar com quem quer dialogar… é muito difícil… eles (muçulmanos) não admitem sequer, que a verdade deles é única e é toda.”

Ora, se a verdade deles é única e é toda, estamos todos de acordo, não é D. José?
Eu também não acredito nisso, mas se o representante da Santa Madre Igreja diz que é assim, é porque deve ser!
Agora vou lá dentro dar uma espreitadela, não vá alguém estar a queimar uns livros ou a emparelhar os cavalos para saírem os “Cruzados XXI”.

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