Telerural a abrir o ano

Janeiro 1st, 2009
Não me podendo aventurar em grandes festas, devido à, já mais do que saturantemente falada, remoção dos dentes do siso, o destino após o jantar foi o ninho, onde, junto da minha família, comemorei a entrada em 2009.
Pouco passava da meia-noite, quando “tropeçamos” neste programa de televisão.
Posso-vos dizer que me ri como há muito tempo não me ria (pelo menos para dentro, porque para fora não podia porque me doía imediatamente a boca).
Foi talvez o programa ideal para me divertir num final de ano passado em casa e entrar em 2009 com melhor disposição do que saí de 2008.
Já não é de hoje a minha admiração pela dupla Quim Roscas/Zeca Estacionâncio, mas as personagens e os cenários montados para esta passagem de ano foram, a meu ver, muito bem conseguidos e vale a pena ver o programa do princípio ao fim.
Sei que não é uma dupla que gere consensos, mas eu confesso que a mim me divertem bastante com o seu género de comédia que mistura o nonsense com a brejeirice.

Último jantar de 2008

Janeiro 1st, 2009
Julgava eu que no último jantar de 2008 seria um simples acompanhante da minha família, não me atrevendo a comer o que quer que fosse, devido às limitações provocadas pela extracção simultânea de dois dentes do siso ao final da manhã de ontem.
Nada mais errado.
Permitam-me que explique porquê.
Seguindo um conselho da minha mãe, foi reservada uma mesa num restaurante relativamente recente, nos arredores de Braga, que todos os outros desconhecíamos.
As primeiras impressões foram logo bastante positivas, pois tratasse de uma casa antiga, recuperada com materiais modernos e com uma decoração bastante agradável, sofisticada q.b. e bastante acolhedora.
A simpatia na recepção prolongou-se durante todo o jantar, sendo comum a todos os colaboradores o saber estar, a simpatia e a rapidez de resposta aos pedidos, mostrando sempre o máximo de atenção sem nunca ser intrusivos nem demasiadamente zelosos.
Em suma, muito bons profissionais.
Na mesa, à nossa espera, estava um cesto com dois tipos distintos de tosta, pão fresco com um belíssimo aspecto e gressinos, e logo ao lado um pratinho de azeitonas curadas e um delicioso patê de atum.
Até agora nada a apontar de negativo, mas ainda não era restaurante que merecesse destaque.
Com a leitura do menu, já as coisas começam a ser diferentes, e vi logo que ia ter que arriscar um bocadinho na recuperação, começando pelas entradas.
Fomos informados de um variado leque de entradas, mas optamos pelos cogumelos salteados e pelo tomate gratinado, muito bem confeccionados, sendo na minha opinião, no entanto, os cogumelos os merecedores de repetição.
A carta de vinhos é extensa e de qualidade, com a particularidade de os vinhos estarem expostos logo à entrada, o que demonstra que o restaurante tem também bastante confiança na oferta que põe à disposição do cliente.
Dentro das sugestões de prato para esta data, não consegui resistir à sugestão de um polvo assado em cama de broa e foi também pedido o rosbife.
É aqui que se dá o despoletar de toda a minha admiração pelo restaurante.
Tudo foi servido com excelência: a apresentação, a quantidade e (acima de tudo) a confecção.
Fiquei rendido à cozinha deste restaurante e foi ver-me a esquecer que tinha pontos dentro da boca, em baixo e em cima, e a deleitar-me com estas iguarias, confeccionadas a um nível muito superior ao habitual.
A juntar a isto, as sobremesas também eram maravilhosas, destacando-se um muffin de chocolate com gelado de baunilha, acompanhado por chantilly e molho de morangos.
Sendo uma noite especial os preços eram também “especiais”, mas pela amostra não se trata de um restaurante excessivamente caro.
Deixo abaixo os contactos e o meu conselho veemente:
Quando puderem, dêem um saltinho ao “A Flor do Sal”.